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20 de junho de 2017De que forma o jornalismo europeu tem tentado explicar a América Latina?

Michael Reid, editor sênior do The Economist, ressalta o valor da análise jornalística na explicação de realidades complexas, como, por exemplo, a latino-americana, as técnicas, a definição e o aproveitamento deste formato.

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A análise é um tipo de jornalismo que, hoje em dia, tem se tornado cada vez mais importante, devido ao seu propósito de desvendar a complexidade de uma realidade  confusa e de colocar ordem nas informações às quais estamos expostos de maneira constante, como, por exemplo, por meio das redes sociais.

Michael Reid fala da análise jornalística com base na sua experiência no The Economist e como jornalista europeu. Há 20 anos, para a Europa, a América Latina era um "continente esquecido, não era levando em conta no exterior". Nesse contexto, a análise representou uma boa experiência para explicar a região.

"Na Europa, havia outras prioridades estratégicas e econômicas. Eu insisti em que aquilo era um erro. O que acontecia em países como Peru, Brasil e Argentina teria influência nas democracias do mundo todo. No entanto, naquela época, dificilmente a região saía nas primeiras páginas dos jornais, a não ser quando se tratava de questões específicas, como, por exemplo, a violência provocada pelo traficante colombiano Pablo Escobar. No The Economist, somos um pouco diferentes, uma vez que tentamos cobrir aspectos que não são notícias, não seguimos a agenda jornalística britânica, mas sim a mundial". 

As técnicas que, desde então, Reid tem usado nas suas análises jornalísticas são uma definição deste formato.  A análise "é um artigo em forma de reportagem que analisa as notícias. Implica investigar mais a fundo, decifrar o que estamos contando, apontar para onde aquilo vai. É preciso ter cuidado para que não se transforme em especulação e não antecipemos os acontecimentos. Devemos ser prudentes, mesmo que tenhamos que projetar no futuro o significado dos fatos. A precisão é muito importante, bem como incluir entrevistas contundentes".

Além disso, ele afirma que a análise jornalística oferece a liberdade de misturar vários elementos. Um deles é o uso do tom coloquial, o que, para os textos do The Economist, é equilibrado com o jargão econômico, com o objetivo de universalizar a informação. Por outro lado, há espaço para opiniões, julgamentos e interpretações, mas sempre se baseando em fatos e recorrendo às fontes de informação.

Analisar uma notícia não substitui o jornalismo de rua, explica Reid, nem os testemunhos das pessoas, nem as fontes documentais. Os três elementos são ferramentas importantes para explicar as causas de um problema, suas dimensões e como podem ser resolvidos.

Essas conclusões foram extraídas da Oficina de Jornalismo e Análise da América Latina ministrada por Michael Reid, organizada pela Fundação Gabriel García Márquez para o Novo Jornalismo Ibero-Americano - FNPI -, pelo CAF - Banco de Desenvolvimento da América Latina e pela ProColombia - Marca País, com o apoio da Andiarios. 

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