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06 de setembro de 2017A América Latina necessita de um pacto político pela produtividade
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O Presidente Executivo do CAF - Banco de Desenvolvimento da América Latina -, Luis Carranza, destacou os avanços em termos de estabilidade econômica e equidade da região nos últimos anos e ressaltou os desafios para a consolidação do crescimento e da redução da pobreza durante a 21ª Conferência Anual CAF realizada em Washington D.C.

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Para retomar o caminho do crescimento econômico que permita construir uma América Latina mais próspera e inclusiva, é necessário um grande pacto pela produtividade. Este foi o convite feito pelo presidente do CAF - Banco de Desenvolvimento da América Latina -, Luis Carranza, aos mais de mil líderes globais reunidos nos dias 6 e 7 de setembro na 21ª Conferência Anual CAF, no hotel Mayflower de Washington D.C.

Nas últimas décadas, a América Latina atingiu uma estabilidade macroeconômica que se reflete na menor inflação e no maior poder aquisitivo para seus habitantes. No âmbito social, foram implementadas políticas eficientes contra a pobreza, que, em pouco mais de dez anos, caiu de níveis próximos de 50% para abaixo de 25%, em média, explicou Carranza durante o discurso principal da 21ª Conferência CAF.

"A região passou por dois grandes pactos políticos nos últimos anos: o da estabilidade macroeconômica e o da desigualdade, e em ambos tivemos sucesso. Hoje precisamos consolidar os progressos que fizemos, e isso requer prudência fiscal, mas também um pacto pela produtividade que deve estar na agenda de todos, tanto do setor público como do privado. Devemos desenvolver cadeias globais de produção, conglomerados industriais, aumentar significativamente o investimento em infraestrutura, fazer com que as classes médias cresçam e se fortaleçam, bem como contribuir para a melhoria da institucionalidade em nossos países", acrescentou Carranza.

No primeiro painel da Conferência, moderado por Michael Reid, colunista da revista The Economist, um grupo de renomados especialistas internacionais concordou que o Brexit e as renovadas ondas protecionistas estimuladas por Trump repercutirão diretamente na configuração da nova ordem econômica mundial. Nesse sentido, os palestrantes concluíram que a mudança de alianças entre países e a crescente importância de atores tradicionalmente secundários, como os países do sul, estão alterando o equilíbrio de poderes e oferecendo novas oportunidades de liderança a potências emergentes. 

"Com a globalização, nosso poder se dilui muito. A economia mundial permitiu que muitos países registrem um bom desempenho econômico", afirmou Pierre Pettigrew, ex-ministro das Relações Exteriores do Canadá.  Mas esse desempenho econômico, como salientou Gabriela Ramos, diretora do gabinete da OCDE, não foi equitativo, e regiões como a América Latina apresentam altas taxas de desigualdade social, o que limita suas aspirações de alcançar um desenvolvimento integral. Esta situação, segundo Ramos, obriga as políticas públicas a se voltarem para os 40% mais vulneráveis da população. 

Por outro lado, Chris Alden, diretor da Unidade do Sul Global da London School of Economics, disse que atualmente os países do sul têm um papel determinante na configuração da nova ordem mundial. "Pretender resolver os problemas globais sem a participação de todos os atores envolvidos é inviável", concluiu.

Com relação à crescente importância da China no jogo geopolítico global, Wang Huiyao, presidente do Centro para a China e a Globalização, disse que a "China não está criando uma nova ordem mundial, mas a ordem existente apresenta desafios que necessitam de uma correção".

Diante desse cenário, a América Latina precisa criar um sistema de regras comuns para que possa se inserir melhor nas cadeias globais de valor e, dessa forma, melhorar seu desempenho comercial, afirmou Susana Malcorra, ex-ministra das Relações Exteriores e Culto da Argentina.

<>O painel contou com a participação dos já citados Pierre Pettigrew, Gabriela Ramos, Chris Alden, Wang Huiyao e Susana Malcorra, além de Lionel Zinsou, presidente da Terra Nova e ex-primeiro ministro do Benim.

A promoção da transparência, o fortalecimento das instituições e dos mecanismos de prestação de contas para frear a corrupção são alguns dos temas que serão abordados nas sessões de amanhã, quinta-feira, 7 de setembro.

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