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17 de abril de 2018“Fazer mais com menos”, o desafio da infraestrutura de transportes na região
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As redes de transportes na América Latina não fazem face aos desafios de desenvolvimento da região. Este tema será discutido no próximo dia 25 de abril, na Conferência sobre Infraestrutura para o Desenvolvimento da América Latina, a ser promovida pelo CAF, em Buenos Aires, em que será analisado o desempenho desigual dos transportes em seus diversos segmentos de atividade.

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A ausência de uma rede de transportes apropriada representa um obstáculo quando se trata de pôr em prática uma política de desenvolvimento social eficaz, que alcance índices de crescimento econômico sustentados e atinja os objetivos de integração. Atualmente, esta provisão, na América Latina, é insuficiente e ineficiente no enfrentamento dos desafios de desenvolvimento da região. Por isso, para combater a atual conjuntura, é necessário fazer um melhor uso dos recursos dos quais o setor dispõe.

Nesta linha, existem vários eixos prioritários sobre os quais se pode trabalhar:

  1. Planejar, com uma visão mais abrangente, todos os modos de transportes, de forma que as sinergias permitam um maior impacto com um menor investimento.
  2. Trabalhar a comodalidade, ou seja, uma maior eficiência dos usos dos transportes.
  3. Aproveitar a capacidade que tem o setor privado para introduzir incentivos de alta intensidade e pressões competitivas, que lhe permitam ser mais eficiente em alguns casos.

 

Mónica López, chefe da Diretoria de Análise e Programação Setorial do CAF -banco de desenvolvimento da América Latina, explicou que “para fazer mais com menos, os projetos devem gerar valor agregado ao ambiente onde a infraestrutura é desenvolvida e apresentar uma visão mais holística. Um exemplo claro disso é a Bolívia, onde, além do financiamento para pavimentação de 35% das estradas do país (5.600 km de 16.000 km da rede rodoviária básica), o CAF tem contribuído para o desenvolvimento local por meio de atividades complementares, no âmbito comunitário. Vale citar o projeto da Doble Vía La Paz-Oruro, onde o CAF desenvolveu um programa de negócios inclusivos para as comunidades vizinhas à rodovia”.

Da mesma forma, destaca-se a contribuição do CAF para o desenvolvimento do Salar de Uyuni (Bolívia) como centro turístico estratégico. Além de financiar toda a rede básica de acesso a Uyuni, a entidade desenvolveu programas de concorrência turística por meio de cooperações técnicas e uma operação de financiamento para aprimorar a infraestrutura turística da região.

“Com essa mesma abordagem, o CAF apoiou a Colômbia na definição das diretrizes para a gestão da rede viária terciária, com o objetivo de estimular a produção e o comércio em zonas rurais historicamente identificadas como regiões de conflito, e que constituam um avanço na integração do país nos aspectos logísticos, sociais e culturais”, acrescentou López.

Estima-se que, na América Latina e Caribe, 25% das perdas por desastres naturais sejam assumidos pelo setor de transportes. Os dados deixam claro que, se o planejamento, o projeto e a construção dessas infraestruturas continuarem sendo realizados sem levar em conta os fatores de vulnerabilidade, ameaça e riscos, é muito provável que o setor não possa responder aos fenômenos adversos que vêm acontecendo e que, previsivelmente, continuarão no futuro. A consequência disso é que a sustentabilidade da infraestrutura e a eficiência econômica dos investimentos podem ser colocados em dúvida.

Estes serão alguns dos principais temas da próxima Conferência sobre Infraestrutura para o Desenvolvimento da América Latina, a ser promovida pelo CAF, para a qual mais de 50 líderes globais e 500 participantes estarão reunidos, nos dias 25 e 26 de abril, na cidade de Buenos Aires. O evento contará com um painel dedicado ao setor de transportes (25 de abril), o qual será moderado por Julián Suárez Migliozzi, diretor de Projetos da Região Sul do CAF, e apresentado por Guillermo Dietrich, Ministro dos Transportes da Argentina. 

O programa completo e a ficha de inscrição para participar gratuitamente podem ser consultados no site do evento.

Participe da discussão nas redes sociais usando a hashtag#Infraestructura2018.

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