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04 de julho de 2018São necessários US$ 55 bilhões para impulsionar o setor marítimo-portuário da América Latina até 2040
1img - São necessários US$ 55 bilhões para impulsionar o setor marítimo-portuário da América Latina até 2040

Em Madri, Espanha, no próximo dia 16 de julho, na Conferência CAF: Infraestrutura para a Integração da América Latina, serão apresentadas as oportunidades de investimento no setor marítimo-portuário para fachar a lacuna entre a demanda e a capacidade de manuseio de contêineres oferecida nos portos da região, estimada em 113 milhões de TEU para 2040

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Para impulsionar a competitividade no setor marítimo-portuário da região, é necessário um investimento tanto público como privado de US$ 55 bilhões nas próximas duas décadas, revela o relatório Análise de investimentos portuários na América Latina e no Caribe para o horizonte 2040, realizado pelo CAF – banco de desenvolvimento da América Latina. Esse valor inclui os investimentos para introduzir nova capacidade portuária de contêineres, melhorar a operação e a dragagem de aprofundamento em nós portuários no curto e médio prazos, entre outros.

A metade dos investimentos identificados no médio prazo, que ao todo atingem US$ 15 bilhões, está nos mercados portuários do México (25%), Brasil (13%) e Panamá (12%). O Brasil e a Argentina requerem planos de dragagem ambiciosos que representam a maior parte dos investimentos previstos em ambos os países. No longo prazo, as necessidades de investimento são superiores a US$ 50 bilhões para 2040. Novamente, o México (24%), o Panamá (16%) e o Brasil (13%) se destacam, segundo o estudo.

A visão para 2040 do setor marítimo-portuário da América Latina e do Caribe permite vislumbrar um contexto atraente para os investidores, baseando-se em fatores como o aumento esperado do PIB, a diversificação e tecnificação industrial, o fortalecimento do setor de serviços, a melhoria dos corredores logísticos, entre outros, que, acompanhados por uma modernização portuária, permitirão superar 150 milhões de TEU (triplicando o tráfego atual), contar com mais de 20 portos de mais de 2 milhões de TEU (atualmente há apenas seis), assistir navios de nova geração em plena carga nos nós principais, fazer parte das rotas marítimas troncais com conexões diretas a todos os mercados e desenvolver massivamente o tráfego de cabotagem e fluvial, entre outros”, explicou Rafael Farromeque, especialista sênior da Vice-presidência de Infraestrutura do CAF e autor do relatório.

A América Latina e o Caribe precisarão cobrir uma lacuna entre a demanda e a capacidade de manuseio de contêineres oferecida em portos de 113 milhões de TEU no ano 2040. Essa lacuna, no longo prazo, concentra-se principalmente nas sub-regiões marítimas do México (20%), Pacífico Sul (26%) e América Central e Caribe (35%), sendo essas três regiões também as primeiras a ultrapassar o nível de saturação recomendável (>80%) a partir de 2017.

“O desafio é avançar na modernização do sistema portuário a partir de uma perspectiva de rede que englobe todo o sistema portuário regional e ofereça uma visão de longo prazo. A modernização da infraestrutura portuária deve ser acompanhada de um reforço dos modelos de governança, implementação de infraestrutura logística especializada e garantia da acessibilidade terrestre e marítima, já que esses aspectos ainda têm uma ampla margem de desenvolvimento na maioria das áreas portuárias”, acrescentou Farromeque.

As oportunidades de investimento no setor marítimo-portuário na América Latina serão apresentadas na Conferência CAF: Infraestrutura para a Integração da América Latina, que será realizada no dia 16 de julho na Casa da América, em Madri, Espanha, e terá a participação de Mariana Prado, ministra de Planejamento do Desenvolvimento da Bolívia, Esteves Pedro Colnago, presidente da Diretoria do CAF e ministro de Planejamento, Desenvolvimento e Gestão do Brasil, Mauricio Cárdenas, ministro da Fazenda e Crédito Público da Colômbia, Pilar Más, diretora-geral de Análise Macroeconômica e Economia Internacional do Ministério de Economia e Empresa da Espanha, Carlos Oliva, ministro de Economia e Finanças do Peru, Lea Giménez, ministra da Fazenda do Paraguai, Mario Bergara, presidente do Banco Central do Uruguai, Salvador Marín, presidente do COFIDES, Joan Rosell, presidente da Confederação Espanhola de Organizações Empresariais (CEOE) e Juan Béjar, presidente de Globalvía, entre outros.

Informações completas sobre a conferência podem ser encontradas no microsite do evento , com o programa, os participantes e o acesso para registrar-se e participar

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