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07 de novembro de 2016COP 22: o que está em jogo para a América Latina?
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Apesar de a América Latina ser responsável por apenas 12,5% das emissões a nível global, é uma das regiões que será mais prejudicada pelos efeitos do aquecimento global
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De 7 a 18 de novembro, a comunidade internacional vai se reunir em Marrakesh para avançar nas medidas de redução de emissões de gases de efeito estufa que permitam frear o aquecimento global.

Os modelos climáticos indicam que o aumento da temperatura do planeta provocará, para citar apenas alguns exemplos, uma redução das chuvas na Patagônia, na região central do Brasil, no Caribe e na América Central; um aumento dos ciclones tropicais; um aumento do nível dos oceanos; um aumento das secas que terá um impacto na produção agrícola; e um aumento entre climas extremos (secas a inundações e temperaturas muito altas a temperaturas muito baixas) que impactam a produção agrícola e a saúde pública.

É por esta razão que a América Latina tem um interesse especial na COP 22 Marrakesh porque nessa conferência se avança na apresentação dos planos nacionais que permitirão aos países passar dos Compromissos Previstos Determinados a Nível Nacional (NDCs por sua sigla em inglês) para os Compromissos Determinados, nos quais as nações estiveram trabalhando durante este último ano. Estes compromissos incluem objetivos de redução de emissões de gases de efeito estufa e medidas de adaptação às mudanças climáticas para 2025 e 2030.

Durante a cúpula, que reúne representantes de mais de 190 países, também ocorrerá um processo de negociação para chegar a um acordo sobre o regulamento do Acordo de Paris, que definirá os critérios fundamentais para sua execução.

A velocidade com a qual os países ratificaram os acordos da COP 21 de Paris demonstra o importante compromisso que a comunidade internacional está realizando para responder ao desafio das mudanças climáticas. Para sua entrada em vigor, o Acordo de Paris exige a ratificação de pelo menos 55 partes que representem ao menos 55% das emissões globais de gases de efeito estufa, tanto de países desenvolvidos como de países em vias de desenvolvimento. Este limite foi alcançado em 5 de outubro de 2016, fazendo com que Marrakesh seja também o cenário da primeira reunião das Partes do Acordo de Paris, que entrou em vigor em 4 de novembro de 2016.

Na América Latina e no Caribe, 32 países apresentaram suas intenções de NDC, incluindo objetivos de redução de emissões e, na maioria dos casos, também as metas de adaptação às mudanças climáticas, destacando a vulnerabilidade da região perante os seus efeitos.

Um dos principais desafios para a região é traduzir os objetivos estipulados nos NDCs em planos de investimentos e estruturar projetos e programas ambiciosos de acesso a fontes de financiamento verde, como o Fundo Verde para o Clima, e incentivar investimentos privados.

Dia CAF na COP 22

Centenas de eventos serão realizados durante as reuniões da COP 22, entre os quais se destaca o Dia CAF, que abordará os desafios e as oportunidades que as mudanças climáticas trazem para a América Latina, no dia 15 de novembro, no Hotel Savoy, das 9:00 às 13:00.

O evento reunirá vários especialistas que debaterão os desafios e as oportunidades de investimento da América Latina para executar as metas estabelecidas nos NDCs. Esta abordagem será realizada a partir da perspectiva de setores estratégicos da região, tais como agricultura, energia, cidades e transporte, incluindo o financiamento verde para o clima existente para os mesmo.

Entre os participantes da conferência estão Luis Enrique Berrizbeitia, vice-presidente-executivo do CAF; Cornie Huizenga, secretário-geral de SloCat; Luis Miguel Galindo, diretor da Unidade de Mudanças Climáticas da CEPAL; Jorge Wolpert,  diretor-geral de Desenvolvimento Urbano do México; e altos representantes dos ministérios de Meio Ambiente de vários países da América Latina.

Como contribuímos para um planeta sustentável

Em seu enfoque estratégico, o CAF busca mobilizar recursos internacionais para apoiar ações de mitigação de emissões e medidas de adaptação aos cenários de mudanças climáticas, assim como para apoiar os seus países membros na formulação de políticas e estratégias climáticas. Na verdade, nos últimos 10 anos, o CAF contribuiu cerca de USD 1,5 bilhão. E apenas em 2014, o financiamento verde do CAF chegou a USD 2,8 bilhões, representando 24% das aprovações totais do CAF para esse ano.

As apostas do CAF em mudanças climáticas são:          

  • Desenvolver uma economia baixa em carbono para reduzir o impacto do aquecimento global através do desenvolvimento de ações de mitigação dos gases de efeito estufa e de adaptação aos cenários de mudanças climáticas.
  • Fortalecer e apoiar o desenvolvimento dos mercados de carbono como um incentivo que permita alcançar reduções de gases de efeito estufa.
  • Promover políticas, planos, programas e projetos que permitam cumprir com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e os Acordos de Paris para a construção do desenvolvimento sustentável, assim como o acesso a recursos de financiamento verde para o clima.
  • Promover a geração e a gestão do conhecimento  em questões de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.
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