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03 de novembro de 2017Capacitar o cidadão no planejamento de projetos de longo prazo é fundamental para as “Cidades com Futuro”
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Especialistas e autoridades de 24 países concordaram sobre a necessidade de colocar o cidadão no centro da agenda urbana para vencer a tripla informalidade (trabalho, moradia e transporte) que impede fechar a lacuna da desigualdade e promover um desenvolvimento sustentável na América Latina. Essa foi uma das conclusões da Conferência CAF: Cidades com Futuro, realizada em Lima, Peru

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As cidades se tornaram um cenário essencial para abordar e reverter os problemas de exclusão, desigualdade e pobreza. Com políticas adequadas, as cidades se transformam em espaços apropriados para aumentar o bem-estar dos cidadãos por meio da troca de ideias, recreação e consumo de bens materiais e imateriais. No entanto, o crescimento desordenado, a falta de planejamento e as políticas de longo prazo são alguns dos fatores pelos quais a densificação das cidades não resultou em maior produtividade e bem-estar para a população na América Latina.

Colocar o cidadão no centro da agenda de concepção e implementação de políticas públicas foi o consenso alcançado pelos 55 membros do painel de 16 países que participaram na Conferência CAF: Cidades com Futuro, que aconteceu em Lima. Especialistas, autoridades nacionais e locais salientaram que é necessária uma maior democratização para construir cidades mais inclusivas, produtivas e resilientes.

“As cidades devem reservar espaços para atender à demanda de moradias pelos quais os cidadãos possam pagar. Um dos maiores desafios é como proporcionar moradia além das capacidades do livre mercado. Isso é o que nos permitirá democratizar a terra e reduzir os assentamentos informais”, explicou P.K. Das, arquiteto e ativista, ganhador do Jane Jacob Award 2016.

Construir pontes entre urbanistas e especialistas em desenvolvimento em benefício de cidades mais equitativas é uma das lições do Habitat III, assinalou Joan Clos, diretor executivo da ONU-Habitat, ao destacar a necessidade de alcançar consensos entre os setores público e privado e a academia, e uma maior participação cidadã na elaboração de políticas públicas de longo prazo.

“O papel econômico da cidade aumenta à medida que nos diversificamos economicamente e somos menos dependentes das commodities. As cidades são a área em que os serviços florescem. Por isso, é preciso investir em mais educação e acessibilidade, que atrairão mais investimentos privados, promovendo a produtividade e a inovação”, acrescentou.

Por sua vez, Pablo Sanguinetti, diretor corporativo de Análise Econômica e Conhecimento para o Desenvolvimento do CAF, afirmou que “o objetivo das políticas urbanas deveria ser minimizar os custos da urbanização (poluição, congestionamento, expansão desordenada, assentamentos precários, altos custos de moradia, desemprego) e maximizar seus benefícios (inovação crescente, maior produtividade e salários mais altos), para o que é necessário que as diversas autoridades nacionais e locais que intervêm nas áreas metropolitanas trabalhem articuladamente”.

Após a apresentação dos diagnósticos e das propostas gerais nas demais sessões da Conferência CAF: Cidades com Futuro, foram apresentadas iniciativas que podem aumentar o bem-estar da população em questões fundamentais, tais como o transporte, a tecnologia, o financiamento e a governança.

Guillermo Dietrich, ministro dos Transportes da Argentina, afirmou que reduzir o espaço dos automóveis e ampliar o espaço dos pedestres é crucial para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos; portanto, não se deve ter medo de superar os obstáculos em matéria de mobilidade. “Quando alguma coisa está bem feita, não importa se há oposição. O consenso total nunca existirá. Os primeiros que se opõem são os círculos ‘poderosos’ (políticos, influenciadores, etc.) que possuem automóveis e não querem perder seus privilégios. É preciso vencer a resistência à mudança”, concluiu.

Esse painel alcançou um consenso sobre a priorização do investimento no transporte público para transformá-lo em uma opção atraente para o cidadão. “As pessoas devem ter alternativas de estudo, de trabalho e lazer perto de onde moram. Nas nossas cidades, isto não foi planejado assim e, por isso, a mobilidade é complicada. Muitas pessoas querem ir ao mesmo tempo aos mesmos lugares; portanto, temos que buscar alternativas que privilegiem o bem comum dos indivíduos”, assegurou Juan Carlos Muñoz, Diretor do Centro de Desenvolvimento Urbano da Universidade Católica do Chile.

No caso da tecnologia, o denominador comum foi que o setor deve ser visto mais como um componente transversal que como uma ferramenta para promover a inclusão, a produtividade e o desenvolvimento das cidades. Os membros do painel concordaram que, na maioria das cidades latino-americanas, ainda existe uma falta de acesso aos benefícios oferecidos por uma maior conectividade à internet de banda larga, bem como por uma oferta maior de bens e serviços digitais.

Julián Suárez, vice-presidente encarregado de Infraestrutura do CAF, afirmou no painel que “apenas uma em cada duas famílias tem acesso à internet na América Latina e no Caribe, região que está em um estado intermediário do desenvolvimento de seu ecossistema digital (índice de 45%, comparado com 65% para a OCDE), o que implica uma lacuna digital persistente em casas e regiões, que se traduz em uma lacuna social”.

Finalmente, no painel sobre como administrar a agenda urbana, enfatizou-se a relevância das políticas públicas de longo prazo. “É necessário um projeto de sociedade no longo prazo: Há um fator cultural que requer a participação de mais vozes, a fim de implementar a agenda urbana. É preciso que haja uma maior participação de jovens e mulheres na implementação de uma agenda urbana para cidades sustentáveis”, explicou Rebeca Grynspan, secretária geral da SEGIB.

A Conferência CAF: Cidades com Futuro se destacou pela participação de 700 pessoas nas salas, milhares de seguidores ao vivo através das transmissões dos meios de comunicação parceiros (El Comercio, América Economía, NTN24 e Noticias RCN) e por ser trending topic durante os dois dias de duração da conferência.

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