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27 de fevereiro de 2018América Latina: mais exportações de qualidade para competir globalmente
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A região precisa melhorar a qualidade das suas exportações para contribuir com valor agregado, integrar-se nas cadeias de valor global e fomentar o crescimento econômico no longo prazo.

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Depois de uma recessão que durou dois anos, em 2017 a América Latina retornou ao crescimento, com modestos 2% em média. Mas, diante da volatilidade global e das mudanças nas dinâmicas do comércio internacional, a questão que volta a tomar força nas discussões dos economistas e dos governos da região é como garantir que essa recuperação seja sustentável no médio e longo prazo.

Existe o consenso generalizado globalmente – em especial na região – de queo crescimento não pode sustentar-se indefinidamente à custa da exploração de matérias-primas, e que é necessário ter setores produtivos pujantes e um tecido empresarial sólido para garantir um desenvolvimento econômico sustentável que inclua a grande maioria dos cidadãos.

A pergunta que volta a ganhar força nas discussões dos economistas e dos governos da região é como garantir que essa recuperação seja sustentável no médio e longo prazo #TransformaçãoProdutiva
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Entre os esforços que a América Latina está levando a termo para aumentar a produtividade e ser capaz de competir com garantias globais, está o programa Empresas de Excelência Exportadora (Programa 3Es), que liga o setor público, o privado, a academia e as organizações que promovem o desenvolvimento da indústria e do comércio exterior para gerar modelos de negócios inovadores que permitam às empresas da região melhorar a sua competitividade nos mercados internacionais.

Inicialmente implementado na Colômbia, o Programa 3Es atrai empresas-âncora e novas empresas inovadoras a produtos que ainda não existem nopaís, para que elas contribuam com o processo de inserção das indústrias às cadeias globais de valor. Desta maneira, criam-se círculos virtuosos em setores competitivos com um elevado potencial de crescimento, com o qual o produto acabado tem uma percentagem significativa de origem nacional.

“O desafio das empresas exportadoras de produtos e serviços não tradicionais é inovar e dinamizar seus modelos de negócio para competir com excelência em nível mundial, ao mesmo tempo que incentivam a criação de mais empregos de qualidade”, explica Juan Carlos Elorza, diretor de desenvolvimento produtivo e financeiro do CAF.

Elorza acredita que seja necessário desenvolver uma linguagem unificada e um conhecimento, não apenas sobre o que é exportado – visão centrada no produto das vendas ao exterior –, mas também sobre quais são os componentes do modelo de negócio exportador da organização – visão estratégica do modelo de negócio exportador.

De acordo com os especialistas, há várias razões pelas quais as empresas devem dinamizar seus modelos de negócio:

  • Reinventar a maneira como utilidades são geradas
  • Organizar seus modelos de negócios com melhores estratégias corporativas
  • Analisar as tendências globais que podem transformar seus respectivos negócios
  • Produzir uma mudança de jogo na indústria ou no mercado
  • Construir um novo negócio sobre o modelo já construído

 

Resultados do programa 3Es

O programa beneficiou até agora 61 empresas na Colômbia e 10 no Equador, nos setores de agroindústria, manufatura e serviços. As empresas receberam apoio estratégico para melhorar ou inovar seu modelo de negócio exportador, adotar uma linguagem visual compartilhada, acelerar o seu crescimento e seu posicionamento no comércio internacional, atrair investimento e financiamento, promover a cadeia produtiva global, ou adotar o uso de ferramentas de inovação.

O desafio das empresas exportadoras de produtos e serviços não tradicionais é inovar e dinamizar seus modelos de negócio para competir com excelência em nível global #InovaçãoEmpresarial
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Na Colômbia, o programa foi adotado pelo governo nacional, através do Bancoldex, e recentemente passou para as mãos do ProColombia, como parte da política pública de transformação produtiva e de inovação, após os resultados de sucesso das duas primeiras ondas. No Equador, a primeira fase foi apoiada pelo Fedexpor e pelo ProEcuador.

 

Funcionamento do Programa 3Es

O programa 3Es implementa e desenvolve um conhecimento metodológico dirigido a proporcionar apoio estratégico individualizado a empresas exportadoras para que cada uma delas gere e desenvolva suas próprias capacidades para construir, melhorar, inovar ou revigorar seus Modelos de Negócios Internacionais. Assim, as empresas contarão com elementos que lhes permitam competir com excelência, isto é, de forma rentável, responsável e sustentada.

A metodologia do Programa 3Es foi projetada para se desenvolver em seis meses, nas seguintes fases:

 

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