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26 de março de 2018A América Latina limpa a pegada climática de suas cidades
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Catorze cidades latino-americanas participam da iniciativa “Pegada de Cidades”, que apoia os governos locais na identificação de ações, concepção e implementação de planos de desenvolvimento baseados na mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

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Um rápido passeio por Bogotá, Buenos Aires, Cidade do México, Lima, Quito ou São Paulo nos dá um panorama geral dos principais problemas que afetam praticamente todas as cidades latino-americanas. Entre os mais perceptíveis, podemos citar os congestionamentos, desigualdades sociais acentuadas, crescimento urbano desordenado, oferta insatisfatória de serviços públicos, poluição acústica e ambiental ou a presença de indústrias pouco amigáveis em relação ao meio ambiente.

Esse rápido diagnóstico é reflexo de um dos principais obstáculos para o desenvolvimento da região: a maioria dos países baseia seu crescimento em modelos econômicos pouco sustentáveis e isso gera um forte impacto no aquecimento global. De fato, em nível internacional, as cidades exercem uma pressão enorme sobre os recursos naturais e geram 70% das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), além de consumirem 66% da energia produzida. 

As cidades exercem uma pressão enorme sobre os recursos naturais e geram 70% das emissões de Gases de Efeito Estufa #Ambiente"
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“Para reduzir o impacto negativo da atividade das cidades, será imprescindível implementar projetos de redução de emissões de GEE e adaptação às mudanças climáticas para diminuir sua contribuição ao aquecimento global, mas, sobretudo, com a meta de tornarem-se cidades mais eficientes e amigáveis ao clima”, explica Ligia Castro, diretora de Ambiente e Mudança Climática do CAF -banco de desenvolvimento da América Latina.

Para isso, o CAF promoveu iniciativas que visam medir a pegada ambiental das cidades, apoiando os governos locais na elaboração de estratégias de desenvolvimento sustentável e modelos de crescimento que respeitem o meio ambiente. Para conseguir isso, são calculadas as pegadas de carbono e hídrica das cidades, e identificados e priorizados, por meio dessas iniciativas, projetos de mitigação e adaptação à mudança climática, que impulsionam e fomentam uma transição para economias de menos emissões, resilientes e sustentáveis.

Com a implementação dessas medidas, as cidades melhoram a qualidade de vida de seus cidadãos, incrementam o potencial de desenvolvimento econômico e social, diminuem a pobreza, aumentam a resiliência e reduzem a emissão de GEE e outros elementos poluentes, melhorando a qualidade ambiental da cidade.

Até a data, 14 cidades da América Latina fizeram progressos no cálculo de suas pegadas de carbono e hídrica: La Paz, Lima e Quito, Guaiaquil, Santa Cruz de la Sierra, Fortaleza, Cali, Loja, Tarija, Santa Cruz de Galápagos, Recife e Cuenca. Os esforços em El Alto e Cochabamba também seguem avançando.

Essas cidades tiveram como resultados a inclusão das pegadas como indicadores de gestão, a criação de compromissos para reduzir suas pegadas, o uso transversal da variável de mudança climática no planejamento estratégico de setores e a consolidação de alianças entre atores-chave da região.

Como parte desse esforço, foi desenvolvido o “Ciclo de Gestão de Pegadas” que, em primeira instância, traçou um diagnóstico da situação atual dos governos municipais e das cidades por meio da avaliação das pegadas de carbono e hídrica. A partir daí, são feitas projeções no curto, médio e longo prazos em cenários “sem reduções” e “com reduções”.

Posteriormente, é preparado um portfólio de projetos focado na redução de ambas as pegadas municipais, que inclui uma análise entre o custo-benefício das medidas propostas e permite definir uma série de metas de redução, promovendo a transição para uma etapa de implementação que deverá ser executada pelas entidades de cada cidade.

Também são criadas capacidades locais, com tutoriais, manuais e o desenho e a transferência de ferramentas de cálculo das pegadas, adequadas às características das cidades, a fim de transferir as capacidades necessárias aos funcionários do governo municipal e garantir a sustentabilidade da iniciativa.

Esse ciclo volta à etapa de diagnóstico para a avaliação periódica da eficácia da redução de pegadas dos projetos implementados e proposição de novos cenários de redução, bem como novas metas.

Projetos-piloto

La Paz, Quito e Lima foram as cidades que receberam projetos-piloto de redução de pegadas:

  • La Paz: sistema integrado de geração de energia e fertilizantes, e reutilização de águas residuais no zoológico municipal “Vesty Pakos”, a partir da instalação de biodigestores.  Sistema de gestão de resíduos e agricultura urbana no bairro de Verdad Kenanipata (barraca solar + composteira)
  • Quito: fortalecimento do Comitê de Ecoeficiência. Sistema autocompartilhado em unidades municipais selecionadas.
  • Lima: apoio ao Programa Escolas Verdes, com a instalação de iluminação eficiente e o desenvolvimento de calculadoras de pegadas. Concepção e implementação de um mecanismo de medição e compensação de pegada hídrica para Quito e cálculo da pegada hídrica de TESALIA.

 

Essas iniciativas foram desenvolvidas em parceria com: CAF, CDKN – Alianza clima y desarrollo-, Futuro Latinoamericano e SASA Servicios Ambientales, Carbon Feel  e Water Foodprint Network. A Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) também contribuiu.

Os resultados das pegadas permitem implementar novas ferramentas e instrumentos de planejamento e gestão ambiental, que são muito úteis para os governos municipais, setor privado e cidadãos em geral.

A adaptação a essas mudanças exige mecanismos de colaboração e coordenação entre todos os setores, aplicando iniciativas e programas que desenvolvam resiliência em diferentes campos como, por exemplo, na gestão integral da água e dos resíduos sólidos.

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