Daniel Noboa: “A América Latina deve ser o continente das oportunidades”

O presidente do Equador, Daniel Noboa, inaugurou o Fórum CAF do Panamá ao lado dos chefes de Estado do Panamá, Colômbia, Brasil, Bolívia, Guatemala e Jamaica, de Sergio Díaz-Granados, presidente executivo do CAF, e do presidente eleito do Chile.

28 de janeiro de 2026

Com um chamado enérgico para deixar de ser “o continente das oportunidades perdidas”, o CAF – banco de desenvolvimento da América Latina e Caribe inaugurou hoje o Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe 2026.

A sessão de abertura contou com a presença de líderes regionais que destacaram a urgência de uma integração efetiva para enfrentar dilemas globais e desafios internos, como o crime organizado e a desigualdade.

Entre os presidentes convocados para o encontro, Daniel Noboa, presidente do Equador, concentrou sua intervenção na relação intrínseca entre estabilidade econômica, segurança cidadã e bem-estar social. Noboa fez um apelo para blindar as nações contra o narcotráfico e para que o sucesso dos governos não seja medido apenas pelo PIB.

Ele também destacou que, durante sua gestão, o Equador conseguiu reduzir a pobreza para 21,4%, o nível mais baixo de sua história recente. “Organizar as finanças não é um fim. O fim é oferecer educação aos nossos jovens, esperança às famílias e dignidade às pessoas”, afirmou.

O mandatário agradeceu ao Governo do Panamá e ao CAF por promoverem este espaço de diálogo regional e ressaltou que a estabilidade econômica deve ser medida pela redução da pobreza e por como melhora a vida das pessoas, e não apenas por indicadores macroeconômicos.

A sessão inaugural do Fórum foi conduzida por Sergio Díaz-Granados, presidente executivo do CAF – banco de desenvolvimento da América Latina e Caribe, ao lado de Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil; Rodrigo Paz, presidente da Bolívia; Daniel Noboa, presidente do Equador; Bernardo Arévalo, presidente da Guatemala; Gustavo Petro, presidente da Colômbia; Andrew Holness, primeiro-ministro da Jamaica; e do presidente eleito do Chile, José Antonio Kast.

Durante sua intervenção, Sergio Díaz-Granados ressaltou o caráter histórico do encontro e a necessidade de fortalecer a integração regional diante dos desafios globais. “Este Fórum nasce para refletir sobre como dotar nossas nações das capacidades necessárias de coordenação e como potencializar nossa região, integrando-nos entre nós e com o restante do mundo. Em meio à fragmentação, precisamos de espaços de reflexão amplos, ousados e de alto impacto para alinhar posições, ampliar o protagonismo geopolítico e dotar a região de uma voz própria que ofereça soluções concretas e caminhos de ação”.

Díaz-Granados também destacou o papel do CAF no apoio aos países na solução de desafios em nível regional e apresentou os planos de expansão da instituição para os próximos cinco anos: “Temos as bases para alcançar um crescimento exponencial da nossa carteira: aspiramos expandir o banco em, no mínimo, 70% até 2031, o que representa cerca de US$ 100 bilhões em novas aprovações, sendo ao menos 20% destinadas ao setor privado”.

Assine nossa newsletter