Festival CAF enaltece a cultura como motor de desenvolvimento na ALC
27 de janeiro de 2026
O CAF inaugurou, no Panamá, o Festival “Vozes por Nossa Região: Cultura que Move o Mundo”, com a participação de Rigoberta Menchú e de lideranças culturais, como antesala do Fórum Econômico Internacional da América Latina e do Caribe.
27 de janeiro de 2026
Com a presença do presidente executivo do CAF, Sergio Díaz-Granados, da vencedora do Prêmio Nobel da Paz Rigoberta Menchú e de lideranças culturais da região, o CAF - banco de desenvolvimento da América Latina e Caribe inaugurou o Festival “Vozes por Nossa Região: Cultura que Move o Mundo”, como antesala do Fórum Econômico Internacional da América Latina e do Caribe, que será realizado nos dias 28 e 29 de janeiro, na Cidade do Panamá.
A abertura do festival contou com uma apresentação do Ballet Nacional do Panamá e uma mostra de expressões folclóricas do país, sob coordenação do Ministério da Cultura, ocasião em que a ministra da Cultura do Panamá, Maruja Herrera, integrou o Ballet durante a apresentação.
O presidente executivo do CAF, Sergio Díaz-Granados, destacou que, há mais de 30 anos, o CAF promove a gestão cultural como um pilar de sua atuação institucional.
“A cultura é muito mais do que um conjunto de expressões: é um motor de bem-estar, de coesão social e de identidade coletiva. Nossa visão de desenvolvimento não se mede apenas em números, mas também na capacidade das nossas sociedades de criar, sonhar e se reconectar com sua diversidade”, afirmou.
A ministra Maruja Herrera ressaltou que “a cultura é a expressão viva de nossas tradições, valores e formas de vida, além de uma força poderosa que impulsiona o desenvolvimento econômico e o progresso dos povos”. Segundo ela, o Festival CAF posiciona a riqueza criativa da América Latina e do Caribe no cenário internacional e a integra ao debate econômico regional.
O primeiro painel, “A cultura como tecido vital da América Latina e do Caribe”, reuniu Rigoberta Menchú, vencedora do Prêmio Nobel da Paz, e Keyna Eleison, diretora de Pesquisa e Conteúdo da Bienal das Amazônias. Durante o encontro, refletiu-se sobre o papel transformador da cultura como veículo de identidade, coesão social e projeção regional.
Rigoberta Menchú enfatizou que “a cultura é construída por todos: crianças, jovens, mulheres e comunidades. A reciprocidade só será possível se houver respeito”. Ela também defendeu que a cultura esteja no centro das conversas públicas, com a incorporação dos saberes indígenas e a abertura de espaços para que as novas gerações desenvolvam propostas coletivas.
Por sua vez, Keyna Eleison destacou a importância de reconhecer o talento e a intelectualidade ao longo de toda a cadeia cultural, desde os gestores até os artistas, ressaltando também a necessidade de valorizar sua dimensão econômica.
O Festival Cultural “Vozes por Nossa Região” antecede o Fórum Econômico Internacional da América Latina e do Caribe, que será realizado nos dias 28 e 29 de janeiro, na Cidade do Panamá. Os chefes de Estado do Panamá, Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guatemala e Jamaica, juntamente com o presidente eleito do Chile e o presidente executivo do CAF, abrirão o encontro, que reunirá mais de 2.500 líderes políticos, econômicos e acadêmicos globais para debater os desafios e as oportunidades da região.
O encontro cultural foi encerrado com um chamado à promoção de políticas públicas que reconheçam a cultura como um direito humano fundamental e como um eixo estratégico para o desenvolvimento sustentável e inclusivo da América Latina e do Caribe.
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