No Panamá, Lula vai abrir o Fórum CAF ao lado de seis chefes de Estado
26 de janeiro de 2026
A vencedora do Prêmio Nobel da Paz, Rigoberta Menchú, e o presidente executivo do CAF concordaram que é hora de passar das palavras ao investimento real. “São as ideias que impulsionam o desenvolvimento econômico e permitem reduzir desigualdades”, afirmou Sergio Díaz-Granados diante de mais de 120 lideranças culturais de 24 países da região.
27 de janeiro de 2026
A América Latina e o Caribe têm território, povos e talento, mas necessitam de investimento e decisão política. Essa foi a mensagem central que ecoou nesta segunda-feira no Panamá, durante a abertura do festival “Vozes por Nossa Região: cultura que move o mundo”, um encontro que reuniu criadores, artistas e tomadores de decisão de 24 países para repensar o papel da cultura no desenvolvimento regional.
“São as ideias que impulsionam o desenvolvimento econômico e permitem reduzir desigualdades. No CAF, entendemos o desenvolvimento não apenas como números, mas como a capacidade das nossas sociedades de criar, sonhar e se reconectar com sua diversidade”, afirmou Sergio Díaz-Granados, presidente executivo do CAF - banco de desenvolvimento da América Latina e Caribe.
A vencedora do Prêmio Nobel da Paz, Rigoberta Menchú Tum, foi enfática: “Tenho quase meio século abraçando a cultura e os artistas; muitos ficaram no silêncio, mas tornaram possível que tivéssemos identidade. Graças a eles, temos um espaço de autodeterminação como povo”.
Menchú acrescentou que “precisamos de renovação geracional. A identidade não se herda apenas por nascer em uma terra, mas quando sentimos essa história e a transformamos em um veículo de futuro. Precisamos investir mais nessa dignificação da cultura. Este festival vai marcar um antes e um depois; é uma convocação aberta a todas as pessoas que buscam inspiração”.
A cultura como estratégia econômica
Díaz-Granados destacou que o CAF atua há mais de 30 anos com a cultura como pilar institucional, por meio de uma estratégia baseada em cinco eixos: educação artística e musical, incentivo à leitura, revitalização de museus e teatros, promoção de artistas regionais e proteção do patrimônio cultural.
“Vemos a América Latina e o Caribe como uma região de soluções, capaz de avançar da reflexão para a ação. A partir do CAF, continuaremos promovendo o reconhecimento da cultura como um direito humano fundamental e como um eixo central para sociedades mais prósperas e justas”, concluiu.
A ministra da Cultura do Panamá, María Eugenia Herrera, celebrou o fato de o país sediar esse “encontro histórico que reconhece a cultura como um motor estratégico do desenvolvimento econômico e social”.
“Das tradições indígenas às contribuições africanas, europeias e asiáticas, a cultura tem sido o espaço de construção da cidadania. O CAF demonstrou a sensibilidade necessária ao reconhecê-la como um veículo de transformação”, destacou Herrera, que também apresentou o Primeiro Plano Nacional de Cultura do Panamá como exemplo de política pública voltada à valorização do setor.
A abertura do festival contou com uma apresentação do Ballet Nacional do Panamá e uma mostra de expressões folclóricas do país, sob coordenação do Ministério da Cultura, ocasião em que a ministra da Cultura do Panamá, Maruja Herrera, integrou o Ballet durante a apresentação.
O Festival Cultural “Vozes por Nossa Região” antecede o Fórum Econômico Internacional da América Latina e do Caribe, que será realizado nos dias 28 e 29 de janeiro, na Cidade do Panamá. Os chefes de Estado do Panamá, Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guatemala e Jamaica, juntamente com o presidente eleito do Chile e o presidente executivo do CAF, abrirão o encontro, que reunirá mais de 2.500 lideranças políticas, econômicas e acadêmicas globais para debater os desafios e as oportunidades da região.
O encontro cultural foi encerrado com um chamado à promoção de políticas públicas que reconheçam a cultura como um direito humano fundamental e como um eixo estratégico para o desenvolvimento sustentável e inclusivo da América Latina e do Caribe.
Mais informações:
O festival segue com atividades abertas ao público no Panamá Convention Center e com transmissão ao vivo pelas plataformas de streaming.
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