Gustavo Petro: “Se queremos paz e irmandade, deve existir um diálogo entre civilizações”

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, inaugurou o Fórum CAF do Panamá com um chamado à construção de um pacto regional pela vida e pela liberdade, tendo o diálogo entre civilizações como eixo do desenvolvimento e da paz na região.

28 de janeiro de 2026

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, inaugurou o Fórum CAF do Panamá ao lado de outros seis chefes de Estado e defendeu a criação de um pacto regional para enfrentar os desafios do nosso tempo.

Durante a abertura do encontro, o presidente colombiano conclamou ao fortalecimento do diálogo entre civilizações como base para a construção da paz, destacando a irmandade humana, a liberdade e a defesa da vida como princípios essenciais para o desenvolvimento da região.

“Se queremos paz e irmandade, deve existir um diálogo entre civilizações. Somente a partir da irmandade humana é possível a liberdade, e sem liberdade integral e sem a defesa da vida, não existimos plenamente como seres humanos”, afirmou o presidente Petro.

Em sua intervenção, o mandatário ressaltou ainda a necessidade de avançar rumo a um pacto regional que coloque a vida e a liberdade no centro, como eixos fundamentais da cooperação e da integração na América Latina e no Caribe.

“O pacto de que nossa região precisa é um pacto pela vida e pela liberdade. Sem vida e sem liberdade não há civilização possível, nem futuro para nossos povos”, destacou Petro.

A sessão inaugural do Fórum foi conduzida por Sergio Díaz-Granados, presidente executivo do CAF – banco de desenvolvimento da América Latina e Caribe, ao lado de Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil; Rodrigo Paz, presidente da Bolívia; Daniel Noboa, presidente do Equador; Bernardo Arévalo, presidente da Guatemala; Gustavo Petro, presidente da Colômbia; Andrew Holness, primeiro-ministro da Jamaica; e do presidente eleito do Chile, José Antonio Kast.

Durante sua fala, Sergio Díaz-Granados sublinhou o caráter histórico do encontro e a necessidade de fortalecer a integração regional diante dos desafios globais. “Este Fórum nasce para refletir sobre como dotar nossas nações das capacidades necessárias de coordenação e como potencializar nossa região, integrando-nos entre nós e com o restante do mundo. Em meio à fragmentação, precisamos de espaços de reflexão amplos, ousados e de alto impacto para alinhar posições, ampliar o protagonismo geopolítico e dotar a região de uma voz própria que ofereça soluções concretas e caminhos de ação”.

Díaz-Granados também destacou o papel do CAF no apoio aos países para a solução de desafios regionais e apresentou os planos de expansão da instituição para os próximos cinco anos: “Temos as bases para alcançar um crescimento exponencial da nossa carteira: aspiramos expandir o banco em, no mínimo, 70% até 2031, o que representa cerca de US$ 100 bilhões em novas aprovações, sendo ao menos 20% destinadas ao setor privado”.

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