33 atletas de elite de 13 países participarão da 10ª Maratona CAF
07 de fevereiro de 2026
Projetos em Lima, La Paz, Quito, Cidade do Panamá, Santiago do Chile, Recife, Cali, Amazônia e na América Latina em geral são algumas das contribuições do multilateral para reduzir o impacto das mudanças climáticas. Os avanços e os desafios da região são alguns dos assuntos a serem discutidos hoje no Dia CAF na COP21 em Paris
09 de dezembro de 2015
A América Latina é responsável por apenas 12,5% das emissões mundiais, mas o seu setor agrícola perdeu USD 11 bilhões entre 2003 e 2013 devido a desastres naturais, segundo informou a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).
Se medidas de correção não forem tomadas, a região sofreria uma redução de chuvas na Patagônia, na região central do Brasil, no Caribe e na América Central; um aumento de secas em todo o território, fato que prejudicaria a produção agroindustrial e reduziria a capacidade produtiva da América Latina; haveria mais ciclones tropicais; e o aumento do nível dos oceanos colocaria em risco as populações que residem em frente ao mar, para citar apenas alguns dos impactos negativos do avanço da temperatura global.
Estima-se que o financiamento necessário para que se realize uma transição para economias baixas em emissões e resilientes ao clima chegue a USD 1 trilhão até o ano 2050. Por isso, a fim de implantar este novo modelo será imprescindível o compromisso de todas as partes, de governos e do setor privado até agências multilaterais e a sociedade civil.
Em seu enfoque estratégico, o CAF -banco de desenvolvimento da América Latina- trabalha para mobilizar recursos internacionais a fim de apoiar ações de mitigação de emissões e medidas de adaptação a mudanças de cenários climáticos, assim como para acompanhar os seus países membros na formulação de políticas e estratégias climáticas. Na verdade, nos últimos 10 anos, o CAF proporcionou cerca de USD 1,5 bilhões. E, apenas em 2014, o financiamento verde da instituição chegou a USD 2,8 bilhões, representando um de cada quatro do total das aprovações totais para o ano.
"Vinte e quatro por cento das aprovações do CAF em 2014 corresponderam ao financiamento verde", disse Enrique García, presidente-executivo do CAF. "Em 2020, nossa proposta é chegar aos 30% com o objetivo de apoiar os países da América Latina na transição para economias baixas em carbono e resilientes ao clima", continuou. "Ao contrário do que frequentemente se assume, está demonstrado que os investimentos 'verdes' aumentam a competitividade e a produtividade dos países, são rentáveis ??e podem, até mesmo, proporcionar um impulso das economias nacionais, um aspecto importante no contexto global de baixo crescimento, com a oportunidade de gerar mais e melhores empregos".
Estes e outros assuntos serão discutidos hoje no Dia CAF, que é realizado como parte das reuniões que acontecem na COP21. Representantes de organizações ambientais, bancos de desenvolvimento, setor privado e representantes públicos se reunirão para discutir a respeito do financiamento verde, projetos de adaptação e cidades resilientes às mudanças climáticas, entre outros assuntos.
Entre os participantes da conferência, que será realizada no Hotel Marriott Ambassador de Paris, estão Luis Enrique Berrizbeitia, vice-presidente-executivo do CAF; Hela Cheikhrouhou, diretora-executiva do Green Climate Fund; Anne Paugam, CEO da Agência Francesa de Desenvolvimento; e altos representantes dos ministérios do meio ambiente de vários países latino-americanos.
Algumas das atividades em que o CAF participa para melhorar o uso eficiente dos recursos naturais, como água e outras iniciativas para mitigar o impacto das mudanças climáticas na América Latina são:
- Elaboração das "Pegadas de carbono e água" nas cidades de Lima, La Paz, Santa Cruz, Tarija, Quito, Guayaquil, Loja, Fortaleza, Recife e Cali.
- Implantação de projetos-piloto de conservação de manguezais, "Parque Urbano de Manglar da Baía do Panamá" para a resiliência costeira da Cidade do Panamá perante a erosão marinha causada pelas marés e o aumento do nível do mar.
- Projeto Amazônia sem fogo para a conservação das florestas amazônicas no Brasil, na Bolívia e no Equador.
- Elaboração do "índice de vulnerabilidade às mudanças climáticas para a região da América Latina e do Caribe". Através desse índice se avalia o risco de exposição às mudanças climáticas e a fenômenos extremos com relação às condições atuais e à capacidade do país para se adaptar aos potenciais impactos das mudanças climáticas.
- A assistência técnica para a elaboração e a estruturação de Ações Nacionais Apropriadas de Mitigação (NAMAs por sua sigla em inglês). Especificamente, ofereceu-se apoio ao governo da Argentina na elaboração da NAMA de Probiomasa, e ao governo da Colômbia na NAMA de agentes refrigerantes. Atualmente, está acompanhando o governo do Chile na concepção da NAMA do Transporte Sustentável da Zona Verde da Municipalidade de Santiago, e o governo do Panamá na elaboração da NAMA de Mobilidade urbana e eficiência energética a partir da demanda, entre outras iniciativas.
- Elaboração e execução de instrumentos de financiamento climático. Um exemplo é a facilidade de financiamento climático com base no desempenho, iniciativa que é realizada com a colaboração do Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW) e com recursos doados pela União Europeia. Através do mecanismo se incentiva o desenvolvimento sustentável e baixo em carbono a nível setorial, através da implantação de medidas específicas e concretas de mitigação para as quais se entregará um incentivo econômico não reembolsável. A quantia disponível para a execução de dois mecanismos-piloto é de EUR 10 milhões. Atualmente, estamos implantando o mecanismo no setor de resíduos sólidos urbanos do Equador e analisando a possibilidade de executar o segundo mecanismo no setor industrial do México, especificamente para medidas de eficiência energética.
Para obter mais informações sobre o trabalho do CAF na área das mudanças climáticas, visite esta página.
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