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21 de novembro de 2017CAF e SEGIB promovem a transformação produtiva e o empreendedorismo na América Latina
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A instituição ofereceu apoio técnico e financeiro para a elaboração do relatório "Empreender na Ibero-América", que destacou a importância da promoção da inovação de forma transversal e da melhoria da articulação entre os setores acadêmico e empresarial.

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Os desafios políticos, econômicos e sociais que os empreendedores enfrentam para desenvolver projetos sustentáveis foram abordados no relatório "Empreender na Ibero-América", uma pesquisa promovida pela Secretaria Geral Ibero-Americana (SEGIB), com o apoio técnico e financeiro do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF).

No evento de apresentação do documento, Germán Ríos, diretor representante do CAF no Uruguai, ressaltou o interesse da instituição em promover políticas públicas que facilitem o empreendedorismo e qualificou a SEGIB como "uma grande interlocutora ibero-americana" nesta área.

Com relação ao ecossistema empreendedor, Ríos ressaltou que "é preciso gerar riqueza na região por meio de investimentos microeconômicos", para promover a "transformação produtiva", conceito fundamental para a instituição multilateral, que visa a promover empresas competitivas e sustentáveis.

O CAF possui um programa de apoio à competitividade, cujo objetivo é oferecer soluções aos empresários com foco na redução dessas políticas públicas que atuam como barreiras e promovendo cadeias produtivas ou redes integradoras que os incluam, fornecendo insumos para que possam crescer.

Ríos ressaltou que, embora tenham sido registrados progressos no que diz respeito ao suporte ao empreendedorismo em vários países do continente, ainda existe um deficit na elaboração de políticas regionais.

No caso do Uruguai, a instituição tem promovido a inclusão do país em programas regionais, tais como o Programa de Aceleração de Empresas Agrotech, de Río de la Plata; o Programa Xcala, Monitor de Atividade Anjo; o Programa de Aceleração de Empresas Fintech e o Índice de Políticas Públicas para PMEs na América Latina, conjuntamente com a OCDE.

Por outro lado, Rebeca Grynspan, Secretária-Geral para a Ibero-América, analisou a desconfiança social existente com relação às empresas, especialmente, as públicas, devido ao alto custo das transações que essas promovem, e afirmou que os novos empreendimentos "não passam por este problema". Dessa forma, fez um convite para que tentem e "não tenham medo de fracassar", o que considera fundamental para o desenvolvimento de novos projetos, e que deve ser estimulado por meio da educação desde muito jovens.

Com otimismo, Fernando Brum, presidente da Agência Nacional para a Investigação e a Inovação (ANII), revisou o progresso da agência nesta área desde a sua criação até os dias de hoje. Fernando Brum sublinhou que, atualmente, "os projetos mostram um aumento notório em termos de quantidade e qualidade". Isso significou também um desafio para a organização, que teve que se adaptar e desenvolver novos instrumentos mais adequados para acompanhar as propostas, desde a geração da ideia até a sua realização. Além disso, avaliou como positivo que o ecossistema trabalhe em rede, permitindo, assim, enriquecer o resultado dos negócios.

Com base em uma perspectiva integradora, Max Trejo, Secretário-Geral do Organismo Internacional de Juventude para a Ibero-América (OIJ), propôs reforçar as parcerias entre os setores público e privado, a sociedade civil e as universidades", para que o empreendedorismo não seja uma moda passageira" e se torne um setor líder da economia. O subdiretor do Departamento de Planejamento e Orçamento (DPP), Santiago Soto, seguiu a mesma linha, expressando que "o Uruguai ainda tem o desafio de institucionalizar a promoção do empreendedorismo".

As contribuições e os pontos de vista dos diferentes líderes da região foram incluídos em muitos dos resultados do relatório, apresentado por Erika Roffler, coordenadora da equipe de pesquisa do grupo Pharos, que o conduziu.

Entre as conclusões, destacou que os países da Ibero-América apresentam resultados muito heterogêneos no desenvolvimento de suas políticas de promoção do empreendedorismo e que o ambiente do setor é cada vez mais complexo e global; portanto, são necessárias ferramentas de apoio cada vez mais específicas, principalmente, para as iniciativas das mulheres.

Diante disso, o desafio regional consiste em promover a mudança e a inovação de forma transversal, pensar em uma agenda política e legislativa que apoie o setor com agências específicas e promover a articulação entre os sistemas educativo, científico-técnico e empresarial, a fim de gerar mais e melhores instrumentos. 

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